Joana e o Peter Pan

Às vezes me pergunto, tive que crescer por quê?
Por que me rotulam como louca, pelas minhas atitudes, por eu ser feliz?
Por eu gostar de rir, de olhar as estrelas, por eu ser sensível?
Ou por que eles são loucos, e não eu…?

Olho para meus “sobrinhos” e vejo ali um pedacinho de mim.

Vivo em um mundo, que não é o que gostaria, mas tenho minha missão aqui, e eu vim para aprender, ser feliz e fazer felizes os que me rodeiam… Se assim permitirem…

Digam-me: que culpa tenho eu de gostar de pipoca, pé de moleque, de rir alto, de piadas, de desenho, de correr na chuva, de ficar sem fazer nada (como um bom adolescente), mexer na terra, me sujar de barro, de muito beijo, de carinho…. e além de tudo isto, muito mais: ainda conseguir ler um bom livro, ter minhas próprias ideias, reflexões, ser sério às vezes. Mas me cobram, quando uno os dois lados, me chamam de louca, pirada e tantos outros termos…

E crescer nos tira tudo isto. E nos tira a direção de que o adulto e a criança têm que andar juntos. Afinal, somos um só.

A criança que fui está aqui ainda, dentro desta adulta às vezes carrancuda, mas uma eterna criança… sem isto a vida não tem graça, né?

Joana Amaral

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